Ferramenta de Competitividade

Metodologia


A ferramenta de Avaliação da Competitividade em Iniciativas de Empreendedorismo Social: o que é e como funciona?

Em primeiro lugar, pela natureza da motivação e das oportunidades identificadas. O Empreendedor Social identifica problemas importantes, ou seja, abrangentes no segmento-alvo que atingem e graves nas suas consequências (capazes de incapacitar na ação e/ou na participação), e negligenciados por não serem alvo de soluções eficazes e/ou eficientes por parte de iniciativas públicas e/ou comerciais. Isto significa que quanto menos negligenciado e/ou importante for o problema identificado, menor será o potencial de criação de valor da iniciativa que possa vir a ser criada para a sua resolução.

Em segundo lugar, pelas características da solução desenhada. A solução constante de uma Iniciativa de Empreendedorismo Social deve gerar impacto resultante de efeitos diretos (percepcionados pelo segmento-alvo no ato da entrega e/ou consumo do produto ou serviço) e dos efeitos indiretos ou spillovers produzidos e que, muitas vezes, não são percepcionados pelos stakeholders-chave (incluindo o segmento-alvo) ou mesmo sendo percepcionados pelo segmento-alvo, este não tem capacidade para pagar pelo produto ou serviço que lhe é oferecido. Isto depende, naturalmente, do nível de envolvimento e capacitação que é promovido pela solução. Adicionalmente, uma solução geradora de valor para a sociedade deve ser sustentável, isto é, capaz de gerar o capital físico e de trabalho necessário para o desenvolvimento das suas atividades de uma forma continuada até à resolução sistemática do problema identificado. Na prática, significa que uma solução sem potencial para gerar impacto ou de ser sustentável tem reduzido potencial de criação de valor e, consequentemente, é menos competitiva.

Finalmente, da interação entre o problema e a solução pode resultar uma capacidade intrínseca de uma iniciativa de Empreendedorismo Social exponenciar o potencial de criação de valor para a sociedade (dado o seu potencial de transformação da sociedade, designadamente através da incorporação da solução no sistema e na sociedade e respetivas instituições, crenças, valores, comportamentos, etc.), ou seja, o seu potencial de institucionalização – capacidade de uma iniciativa gerar alterações estruturais e institucionais no sistema – e o seu potencial de escalabilidade – capacidade de uma iniciativa crescer territorialmente e em abrangência. Deste ponto de vista, uma iniciativa será mais competitiva se o respetivo potencial de Transformação da Sociedade for elevado.



Fonte: Santos e Azevedo (2014)

Figura 1: Modelo de competitividade para Iniciativas de Empreendedorismo Social

O modelo de competitividade para iniciativas de Empreendedorismo Social proposto permite aferir o respetivo potencial de criação de valor para a sociedade. O modelo obedece a uma lógica simples, intuitiva e que posiciona facilmente qualquer iniciativa em função do seu potencial de competitividade conforme foi definida anteriormente. Nesta perspetiva, o potencial de criação de valor para a sociedade de uma determinada iniciativa dependerá da negligência e importância do problema identificado (oportunidade para o Empreendedor Social); do potencial de impacto e de sustentabilidade económica da solução; e do potencial de transformação da sociedade resultante do seu potencial de escalabilidade (crescimento da solução até à resolução problema identificado) e de institucionalização (absorção da solução pelo sistema até se tornar parte integrante dos sistemas da sociedade).



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